Quero morrer de amor nessa cidade
Quero fugir da dor em qualquer idade
Quero usar e abusar da vaidade
Quero me perder para achar
felicidade
Quero fazer rima de verdade
Quero o que nunca quis, como sentir
saudade
Quero humilhar os exemplos de
humildade
Quero me iludir nesse mundo sem
coragem
Quero chorar fontes de chocolate
Quero esquecer as horas, os dias, as
miragens
Quero me esconder por entre as
cortinas da sacanagem
Quero me jogar nas angústias da
libertinagem
Quero emagrecer, só para não perder
a viagem
Quero um punhado de elogios,
aproveitando as milhagens
E acima do tudo:
Quero
perder a rima
Quero
gozar a vida
Que
se dane a sintonia
Amanhã
é um novo dia
E ao que
parece, nunca vou mudar.
Mas acho que posso viver assim,
Posso me acostumar.
(Ouça Invisível, Jorge Vercillo)

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